sexta-feira, abril 18, 2014

De olhos vermelhos, de pêlo branquinho



Ah, a Páscoa! Domingo está chegando e provavelmente você já notou que as lojas de chocolate e embalagens estão repletas de coelhos. Pesquisei na internet e encontrei várias versões para o motivo de o coelho ser um símbolo da Páscoa - alguns dizem que é pelo fato de ele ser fértil, outros dizem que o coelho na verdade substitui o cordeiro (?), enfim. O fato é que, na Páscoa, o coelho supostamente bota ovos de chocolate os quais custam caro e nem sempre são tão gostosos. Mas o que faz o bom coelho durante o restante do ano? Pois bem, para quem não sabe, eu tenho um coelho de estimação. O nome da minha bolinha de pêlos é Beka, no entanto, apesar do nome feminino, meu coelho é macho. É extremamente difícil saber o sexo do coelho quando ele é pequerruxo - eu bem sei disso, pois dos quatro coelhos que já tive (sim, a Beka é meu quarto coelho!), dois deles receberam nomes femininos, quando na verdade eram do sexo masculino. Seja como for, as pessoas sempre acharam um pouco exótico eu ter um coelho de estimação, desde que me conheço por gente. O Beka é a atração principal de toda e qualquer visita que alguém faz a minha casa. Nesse post quero falar um pouco sobre como é ter um coelho de estimação - e porque ele pode ser uma ótima companhia para você que está querendo um animalzinho para cuidar e amar! 


Coelhos são dóceis e gostam de carinho
Pesquisando na internet, encontrei um site o qual dizia que os coelhos não eram animais domésticos, porque eles supostamente não conseguiam criar laços com os seres humanos e, além disso, não gostavam de carinho. Eu não poderia ter lido um absurdo maior! Coelhos são extremamente dóceis e adoram carinho sim, basta que você seja gentil com eles e desenvolva esses laços (porque coelhos conseguem sim criar laços, tais como gatos e cachorros). Os mini-coelhos então são conhecidos por serem ainda mais apegados aos seus donos. O Beka, por exemplo, atende pelo nome e ele próprio pede colo. Quando estou distraída e ele quer atenção, começa a andar em círculos ao meu redor. Se ainda assim eu não presto atenção, ele começa a bater as patas com uma força incrível no chão, e emite um som que se assemelha ao vibrar de um celular. É um tanto irritante, mas creio que seja esse o objetivo - assim que eu o pego no colo ele se aninha e fica quietinho, bem feliz. Aliás, bem feliz enquanto eu o acaricio, porque basta que eu pare de escovar seus pêlos com os dedos que ele começa a se remexer, buscando a minha mão! Portanto, coelhos gostam sim de carinho, de colo.

OBS.: Claro que, assim como qualquer animal, o coelho também pode ficar irritado. Nesse caso, prepare-se para as unhadas e até, infelizmente, um péssimo jato de xixi, em situações de maior descontentamento por parte do bichinho. Pois é, meus caros, acontece!

Coelhos são limpinhos
Coelhos são animais inteligentes - você pode ensiná-los a fazer suas necessidades todas em um mesmo lugar (menos quando eles estão irritados, claro)! A princípio, o Beko, quando ainda pequenino, ficava em uma caixa aberta com jornal por dentro. Logo, quando o tiramos da caixa, ele naturalmente recorria ao jornal para fazer suas necessidades. Depois trocamos o jornal pela areia, a qual é constantemente trocada, e ele aceitou bem a mudança - bastou que deixássemos o jornal na areia durante algum tempo. Coelhos são limpinhos. Eles não precisam - ou melhor, não devem! - tomar banho, apenas quando estiverem ridiculamente sujos, mas aí você precisará tomar vários cuidados (confira este post). O Beko, por exemplo, jamais tomou banho, a não ser banho de chuva. No geral eles fazem um trabalho excelente com a limpeza. Por incrível que pareça, o Beko costumar estar sempre cheiroso - quando o enrolamos em seu pano, ele acaba ficando com o cheirinho do pano. Enfim, o fato é que coelhos são naturalmente higiênicos - ponto para os coelhos!

Coelhos gostam de brincar
Não, se você jogar um graveto, o coelho não irá buscar (ao menos jamais conheci um que o fizesse). Mas nem por isso você deve deduzir que os coelhos não gostam de brincar! Coelhos adoram pular e sabem brincar de pega-pega. Quando o Beka começa a andar em círculos ao meu redor, basta que eu saia correndo atrás dele para que ele corra à toda velocidade. E se de repente eu paro e resolvo correr na direção contrária, é a vez do Beko me perseguir até eu desistir de cansaço. Coelhos também gostam de se esconder, então se você mora em um lugar que possui um quintal com várias plantas para ele cheirar e se esconder, ele irá adorar!

Coelhos são quietinhos
Naturalmente, coelhos não emitem sons tais como cães e gatos, o que acaba sendo um argumento na hora de, por exemplo, tentar convencer os pais a aceitarem um coelho como animal de estimação. Mas eles também são quietinhos num sentido mais figurado - coelhos dormem muito, muito mesmo! Esses pequeninos passam boa parte do dia e da noite enfurnados em algum cantinho aconchegante para dormir.

Pois é, o coelho com certeza é um animalzinho que pode te proporcionar muito amor. Mas você, logicamente, precisa fazer o mesmo por ele! Logo, eu não aconselharia pessoas que moram em apartamento ou em casas sem quintal a terem o animalzinho. Reprovo completamente o hábito de colocar coelhos em gaiolas, independentemente do tamanho! Assim como você não teria um gato ou um cachorro dentro de uma gaiola, com o coelho não é diferente. Apesar de ser comparado com uma chinchila, o coelho (inclusive o mini-coelho) não é pequeno o suficiente para se contentar com uma roda ou um espaço no qual ele não possa se movimentar direito. Eles precisam correr, até mesmo cavar buracos. E como você dificilmente conseguirá colocar um coelho na coleira para levá-lo para passear, tal como faria com um cachorro, ele passará a gigantesca maior parte do tempo no local ao qual for designado. Portanto, este local precisa ser adequado! 

Enfim, caso você tenha alguma dúvida a respeito de coelhos, deixe-a nos comentários que eu responderei, na medida do possível - afinal, não sou uma entendedora do assunto, sou apenas uma mocinha que tem um coelho de estimação!

Feliz Páscoa! 


terça-feira, abril 15, 2014

Desafio: um filme por semana

"Forrest Gump", filme da semana - um empréstimo do acervo da cinéfila Heloísa Nichele.


Existem três coisas que a gigantesca maioria das pessoas gosta, e se formos levar em conta a blogsfera literária, são quatro: livros, música, séries e filmes. Contudo, quando se trata de mim, duas coisas nessa tão comum lista são ignoradas - séries e filmes. As séries, abandonei-as todas no ano de cursinho e só tenho vontade de voltar a acompanhar uma, Chuck. Para vocês terem noção, a única série que eu já terminei de assistir e cujos episódios eu revi várias vezes foi A Feiticeira, pois sempre fui fiel acompanhante da minha mãe, apaixonada pela série. Quanto aos filmes... Nunca fui muito fã. Sempre me senti um pouco passiva demais ao assisti-los, e a simples ideia de precisar passar três horas em frente a uma televisão (ou dentro de um cinema) soa sufocante. Mas... Decidi tentar superar isso. Realmente existem vários filmes que eu gostaria de ver, mas sempre me falta um incentivo. Além disso, também rola aquela pressão por eu jamais ter visto alguns filmes que são considerados básicos na formação de um ser humano, como disse um professor meu da faculdade. Decidi que, portanto, iria me impor um desafio - assistir um filme por semana. Aposto que você deve estar pensando onde está o desafio, já que é bem provável que você assista bem mais de um filme por semana sem nem pensar a respeito. Mas deixa eu lhe contar uma coisa: é provável que em um ano você já tenha visto mais filmes do que eu em dezoito! Então, sim, um filme por semana é um desafio - e um baita desafio! - para mim. 

Não quero ficar presa a uma lista, mas há alguns filmes que há tempos estou querendo assistir, além de outras indicações recentes, seja de amigos (oi, Helô!) ou professores - e essa é a hora para assisti-los, né? 


Para me dar um incentivo, farei algum tipo de post no Ninhada falando para vocês a respeito dos filmes que assisti. Como (ainda?) não me sinto muito próxima do cinema, não sei se eu ficaria muito confortável escrevendo reviews, mas a princípio a ideia é gravar um vídeo mensal falando a respeito dos filmes que assisti. Mais alguém quer me acompanhar no desafio? Ah, claro, estou aceitando sugestões!


sábado, abril 12, 2014

Resenha "Contos da Seleção" de Kiera Cass


Quem leu minhas resenhas dos dois primeiros livros da série "A Seleção" acompanhou o meu dilema - adorei o primeiro volume, contudo, não gostei do segundo. "Contos da Seleção" é um livro que se encaixa após "A Elite", mas antes de "A Escolha", cujo objetivo é atiçar o leitor e apaziguar o coração dos fãs enquanto o terceiro volume ainda não é lançado. Como diz o título, o livro traz consigo dois contos da série, "O Príncipe" e "O Guarda", além do tradicional material extra, normalmente lançado em um volume a parte - temos uma entrevista com a autora, árvores genealógicas dos protagonistas, uma lista com o nome de todas as selecionadas, uma lista das castas, além de uma playlist para "A Seleção" e outra para "A Elite".

"As coisas são assim. O céu é azul, o sol é quente, e Aspen ama America para sempre. O mundo foi feito para ser assim."

De maneira geral, é um livro bem voltado aos fãs mesmo, posto que é composto somente por material extra, o qual não interfere de maneira alguma na série - contudo, para aqueles que ainda não leram os dois primeiros livros da série, os contos conterão muito spoiler e, assim, não é recomendado!  O primeiro conto, "O Príncipe", é narrado na visão de Maxon e se passa num período anterior a chegada das meninas da seleção até uma cena posterior, um dos encontros de Maxon com America. Nesse conto é possível presenciar, agora de maneira mais próxima, o que se passa na vida e mente de Maxon - seus medos, conflitos com seu pai, seus sentimentos. Esse conto seria o livro 0,5 na série, portanto. Já o conto "O Guarda" se passa durante "A Elite", começando em uma das cenas mais impactantes do livro, o castigo dado a Marlee e Woodwork, um casal apaixonado, porém, proibido. Como já podemos inferir pelo título do conto, este é narrado pela perspectiva de Aspen, o primeiro amor de America. 

Ainda assim, a parte do livro a qual mais gostei foi a prova de "A Escolha" - no final, contamos com os três primeiros capítulos do livro que será lançado no dia 6 de maio. Como a narrativa de Kiera Cass é bem simples e fluída, é estranho precisar parar de ler já no terceiro capítulo, o que com certeza me deu certo ânimo para ler o último livro da série. Agora é só aguardar :)

Confira as resenhas dos outros livros da série: 
- A Seleção (#1)
- A Elite (#2)

Editora: Seguinte
Tradutora: Cristian Clemente
Páginas: 264
ISBN: 9788565765329
Série: A Seleção
Volume: 2,5

terça-feira, abril 08, 2014

Moda & Literatura Book Tag


Alô, pessoal! Como vocês podem perceber, ainda estou testando locais do meu quarto para gravar os vídeos. Mas acho que curti esse lugar - pega sol, aparecem os livros e posso ficar sentada. Enfim, a tag "Moda & Literatura" é um amorzão e foi enviada pela Ju do Núvem Literária!

 

Livros citados



sexta-feira, abril 04, 2014

Vida de Universitário (pacote de expansão versão vida real)


Foto: reprodução de CACOS www.facebook.com/cacosdaufpr






Alô, alô, pessoal! Faz um bocado de tempo que não escrevo um post falando sobre algo mais pessoal, não é? No final do ano passado eu estava bem empolgada para gravar vídeos respondendo a perguntas aleatórias de cunho mais pessoal as quais vocês costumam fazer por aqui... Mas fui desanimando aos poucos porque, ah, eu realmente não sou muito fã de compartilhar muitas coisas aleatórias sobre mim, a menos que eu sinta que isso tenha relação com literatura (nesse âmbito gosto de compartilhar tudo quanto é coisa - inclusive como eu seria caso fosse um livro, quais são meus hábitos de leitura etc) ou que possa ajudar vocês de alguma forma. E, bom, creio que falar sobre a minha experiência na faculdade é sim um bocado legal e até um tantinho interessante, né? Quando entrei no Ensino Médio, vivia lendo na internet posts a respeito de como era a vida na faculdade. Essa "mudança de fase" sempre me fascinou muito, porque é simplesmente estranho demais passar a sua vida toda estudando matérias impostas e, de repente, ter a chance de escolher o que você quer estudar pelos próximos quatro, cinco anos. É a primeira vez em que você realmente está no controle do seu destino, fazendo uma escolha bem significativa - e que depende, a princípio, apenas de você. 

Pois bem, como já disse em todas as redes sociais possíveis, sou caloura de Jornalismo da UFPR (momento orgulho). Foi duplamente sofrido para entrar, primeiramente por existir essa coisa chamada vestibular, depois pelo fato de que houve problemas com o MEC quanto ao curso, que passou um bocado de tempo suspenso. Isso ocorreu devido a uma série de fatores, sendo estes os principais: a ausência de biblioteca no campus (agora tem!), o boicote ao ENADE nas duas últimas avaliações do curso, e as incoerências nas notas dadas pela comissão do MEC na avaliação in loco. Um exemplo disso consiste na nota do funcionamento do colegiado de curso. Publicidade e Propaganda recebeu nota máxima, 5, ao passo em que Jornalismo recebeu nota 2. A incoerência? O colegiado de ambos é o mesmo. Contudo, como foram duas comissões diferentes a avaliar, houve discrepância nas notas - mas uma discrepância simplesmente gritante, que resultou em uma nota baixa para Jornalismo. É triste que essa notícia não tenha sido amplamente divulgada, tal qual foi a notícia da suspensão do curso. A própria UFPR distribuiu na coletiva de imprensa um documento com dez páginas mostrando toda a cronologia do ocorrido e explicando detalhe por detalhe dos motivos da suspensão e do retorno do curso, contudo, a grande mídia não pareceu muito interessada. Mas o importante é: agora tenho a minha matrícula linda, meu GRR sensacional, e a certeza de que o curso está longe de ser aquele pintado pela notícia da suspensão!

Aqui escrevo, portanto, um post sobre um pouquinho da minha vida na universidade!


Sobre as aulas
No primeiro semestre temos cinco cadeiras:

História Social dos Meios de Comunicação
O título da cadeira é auto-explicativo. Da oralidade até a era digital, estudamos a evolução e o impacto dos meios de comunicação na sociedade! É uma aula cem por cento teórica, o que significa que muita leitura é exigida (e os textos nem sempre são os mais legaiZzz do mundo). 

História Contemporânea
O período histórico compreendido como contemporâneo inicia-se a partir da Revolução Francesa (1789). Ou seja, é a mesma História que temos no colégio, com a diferença de que agora o professor é um Doutor que não gosta de manter o nível superficial das apostilas do Ensino Médio. Outra matéria completamente teórica que exige muita leitura e análise de textos.

Técnicas Básicas de Meios Impressos
É uma matéria na qual analisamos e aprendemos a respeito do aspecto visual dos meios impressos - até agora analisamos jornais quanto a disposição das informações, o sistema de impressão (como se formam as imagens coloridas etc), além de noções básicas quanto aos elementos gráficos (vinheta, olho, tipografia...) e diagramação.

Técnicas Básicas de Fotografia
Uma bênção, essa aula. Sabe aquela pessoa que precisa usar as configurações automáticas da câmera? Mais do que isso - sabe aquela pessoa que usa e abusa dos efeitos da câmera para tentar tirar uma foto legal (a qual acaba ficando um desastre completo)? Essa pessoa sou eu. E eu não tinha noção do quão nada cool eram as minhas fotos até o momento em que essa aula sensacional surgiu na minha vida. Admito, eu era desse tipo de pessoa que pensava que fotografia era muito mais talento do que técnica. Mas admito também que perdi essa concepção assim que comecei a aprender as (oh!) Técnicas Básicas de Fotografia! ISO, abertura, velocidade do obturador, distância focal... Aprender como funciona uma câmera fotográfica e o significado de cada alteração das configurações numa câmera me deixou esperançosa. Talvez eu não tenha um talento nato para fotografia - mas a técnica pode salvar qualquer pessoa (ok, a maioria das pessoas) que queira dedicar-se a aprender a tirar foto de verdade! (Mas talento ainda é uma coisa sensacional. Ah, o talento nato!)

Teoria do Jornalismo
Deixei o melhor por último! TeJor, como é carinhosamente chamado pelos alunos, é, com certeza, a melhor matéria do primeiro semestre. Ela é a única matéria específica para Jornalismo que tenho no momento (ou seja, as outras cadeiras acima citadas são também cursadas por alunos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda) e talvez por isso seja tão, tão empolgante. Em Teoria do Jornalismo estudamos, primeiramente, conceitos básicos do Jornalismo, e aí vamos evoluindo para outros temas do âmbito jornalístico que vão desde a ética na profissão até... Até não sei. O professor é sensacional, os textos são sensacionais (os únicos que não me dão sono e me deixam louca para ler todos os livros da ementa) e a matéria em si é sensacional. Não há como exprimir o meu amor e a minha empolgação com Teoria do Jornalismo - que também é, supostamente, completamente teórica, mas o professor sempre dá um jeitinho de deixar a coisa nada maçante (confira o próximo item para obter mais detalhes). 


Sobre aleatoriedades sensacionais

Visita à Gazeta do Povo
Yay! Fizemos uma visita à redação e ao parque gráfico do maior jornal paranaense, a Gazeta do Povo. Na foto abaixo, eu bem retardada (e feliz) em frente à linda e mágica Rotativa, a impressora gigante que imprime o jornal. Uma pena que não conseguimos vê-la funcionar... Quem sabe no futuro... 






Floresta
É por este nome que nosso campus é conhecido: Floresta. Todos os habitantes da Floresta o chamam de Floresta desde que as habilitações de Comunicação Social se mudaram para o "campi Juvevê", há 10 anos. O nome, consoante meus veteranos, deriva do fato de que o prédio, o qual hoje abriga os cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas, antes abrigava o curso de Engenharia Florestal. Além disso, há mesmo uma micro-floresta dentro do campus, mas não sei se isso tem relação direta com o nome (mas deve ter, né?). A questão é: até agora eu realmente estou gostando da vida na Floresta. Os rituais da semana do calouro fizeram com que eu me sentisse parte do lugar. O campus é pequeno, há poucos alunos (comparado com a Reitoria, por exemplo), então isso também colabora para que o local realmente se torne uma espécie de segunda casa - sem contar o Centro Acadêmico, o segundo maior da UFPR, o qual, apesar da sujeira, é aconchegante, à sua maneira. 




E aí, você tem alguma dúvida sobre o tema (faculdade, jornalismo, ufpr, vestibular...) que pode ser respondida por mim, uma caloura de jornal? Ficarei feliz em responder aos comentários de vocês e, quem sabe, fazer um novo post a respeito! 

OBS.: O título do post, para quem não sacou o que está entre parênteses, é uma referência ao jogo The Sims 2 (melhor geração!), o qual possui uma expansão chamada Vida de Universitário. 


terça-feira, abril 01, 2014

Resenha "Todo Dia"de David Levithan


A não possui família, não possui um corpo, sequer possui um gênero - ele (ou ela) é feito de consciência. A, nome o qual deu a si mesmo com o objetivo de lembrar-se da sua própria existência, amanhece todos os dias no corpo de uma pessoa diferente. Por apenas 24 horas, A está no controle da vida de alguém. A única certeza que possui é que essa pessoa terá a sua idade atual, 16 anos, e que, além disso, não irá hospedar-se nela por mais de 24 horas, por mais que deseje muito. Ninguém sabe o seu segredo e "A" jamais entendeu o porquê de sua vida ser assim, tão fragmentada - ele (pronome utilizado pela tradutora para referir-se a A, apesar de não possuir gênero) apenas vive um dia de cada vez, tentando interferir o mínimo possível na vida da pessoa em cujo corpo, temporariamente, está.

"Sou um andarilho e, por mais solitário que isso possa ser, também é uma tremenda libertação. (...) O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver."

Dos livros contemporâneos jovens adultos, essa é a premissa mais criativa a qual ouvi ultimamente. A história de um hospedeiro que vive nesse ciclo incessante de mudança chama a atenção de qualquer leitor que se proponha a ler a sinopse. E, de fato, é um enredo curioso, o qual conseguiu me manter entretida do começo ao fim. Contudo, eu esperava que a história tomasse outro rumo. O foco principal do livro é um romance desenvolvido já nos primeiros capítulos, quando A assume o corpo de um garoto chamado Justin, o qual possui uma namorada incrível, Rhiannon. O problema é que Justin não trata Rhiannon da maneira como ela merece - enquanto a garota dá tudo de si para que a relação dê certo, enquanto Rhiannon está completamente apaixonada e disposta a fazer qualquer coisa pelo namorado, Justin simplesmente a tem como um passatempo. Logo, quando A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, tudo o que deseja é conhecê-la melhor, vê-la novamente, livrá-la do namorado descomprometido - ou seja, quebrar a sua regra, há tempos imposta, de não formar vínculos, de jamais interferir, de jamais ser notado.

"Pego uma carona para casa. Faço um pouco do dever de casa. Como o jantar. Assisto à tevê com a família. Essa é a armadilha de ter algo para o qual se viver. Todo o resto parece sem vida."

Desde o ponto em que A conhece (e se apaixona por) Rhiannon, o livro passa a desenvolver esse conflito: um amor o qual não pode ser concretizado pelas dificuldades que a ausência de uma personificação física exclusiva a A impõe. Com isso, vários assuntos interessantes surgem: a aparência realmente não importa? Nascer mulher ou homem realmente precisa ditar a maneira como alguém vive? Gênero é uma questão biológica ou uma questão de identificação? Somos todos iguais? Somos todos diferentes?

"É somente nos pontos mais delicados que fica complicado e controverso, a capacidade de perceber que, não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, nós temos cerca de 98 por cento em comum com todos os outros. (...) Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos dois por centro da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontecem no mundo é consequência disso."

Apesar das questões levantadas (e discutidas) pelo autor, o fio condutor é mesmo o amor de A e Rhiannon. Logo, o meu maior problema com a leitura foi o fato de que David Levithan passa a maior parte do livro desenvolvendo esse problema e criando expectativas de soluções, as quais só são levantadas nas últimas trinta páginas - e o livro termina de uma maneira completamente aberta e rápida. O relacionamento de A e Rhiannon é pauta para tantos diálogos e parágrafos, que o término súbito do livro não passou em branco. Soou estranho. Como se tudo aquilo não tivesse a importância que parecera ter outrora. Esse fator fez com que eu ficasse um bocado decepcionada com a leitura.

Apesar do que citei no parágrafo anterior, "Todo Dia" continua a ser um bom livro. Não consegui largá-lo - é uma leitura fácil, mas que ainda assim consegue abordar várias questões as quais permitem a reflexão, especialmente no contexto em que estamos (sendo a discussão de gênero o principal dos assuntos).

Editora: Galera Record
Páginas: 280
ISBN: 9788501099518
Tradutora: Ana Resende


sexta-feira, março 28, 2014

Tag: Se eu fosse um livro


Essa cara de Monique fazendo graça exemplifica a minha vibe enquanto gravava essa tag legal e adorável, a qual vi no blog da Gabi, o Livros e Vagalumes.

 

Perguntas:
1) Qual seria o título do seu livro? 
2) Que autor escreveria sua história? 
3) Que capa você escolheria? 
4) Seu livro seria com a capa mole ou capa dura? 
5) Quantas páginas teria? 
6) Qual gênero seria e por quê? 
7) O comentário de quem você gostaria de ver na contracapa?


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